CBS, IBS, Imposto Seletivo, split payment e cashback. A Emenda Constitucional 132/2023 e a Lei Complementar 214/2025 reformulam o sistema tributário brasileiro em um processo gradual até 2033. Neste guia você encontra o que muda, quando muda, e como se preparar.
Conteúdo informativo. Este guia reflete a legislação vigente até a data de atualização (abril/2026) e não substitui consulta jurídica ou contábil especializada. Regulamentações complementares podem alterar detalhes operacionais durante a fase de transição.
A Reforma Tributária unifica cinco tributos sobre o consumo (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) em um modelo de IVA dual (Imposto sobre Valor Agregado), composto por:
Federal
Substitui: PIS + COFINS + IPI
Estadual + Municipal
Substitui: ICMS + ISS
Federal (sin tax)
Substitui: Bens/serviços prejudiciais (fumo, bebidas, apostas)
Tributo federal que substitui PIS e COFINS (e IPI, exceto Zona Franca de Manaus). Administrado pela Receita Federal, com arrecadação destinada à União.
Tributo subnacional que substitui ICMS (estadual) e ISS (municipal). Administrado por Comitê Gestor do IBS com participação de estados e municípios.
Ambos seguem a mesma base de cálculo, mesmas regras de creditamento e mesmo fato gerador — mudando apenas o ente federativo arrecadador. Na emissão de documentos fiscais, os dois aparecem destacados separadamente.
A migração é gradual: o modelo antigo e o novo convivem por 7 anos.
CBS e IBS com alíquota simbólica (0,9% + 0,1%). Empresas já emitem notas com os novos campos. Sem impacto financeiro real — é o ano de adaptação de sistemas.
CBS passa a vigorar com alíquota cheia. PIS e COFINS são extintos. IPI é zerado (exceto Zona Franca de Manaus). Imposto Seletivo entra em vigor.
Redução progressiva das alíquotas de ICMS e ISS (10% ao ano) com aumento correspondente da alíquota do IBS. Convivência dos dois modelos.
ICMS e ISS extintos. Apenas CBS + IBS + Imposto Seletivo. Fim completo da transição.
Nem todo setor sente a reforma da mesma forma.
Tende a ganhar: crédito amplo sobre insumos reduz a cumulatividade. Fim da guerra fiscal simplifica logística.
Tende a pagar mais: migração de ISS (2-5%) para IBS mais CBS eleva a carga nominal, embora o crédito amplo compense parcialmente.
Neutro a positivo: crédito mais amplo melhora margem; fim da substituição tributária simplifica apuração.
Precisa ajustar cálculo: serviços digitais migram de ISS para IBS + CBS com split payment e novas obrigações acessórias.
Regime específico: produtor rural pessoa física tem tratamento diferenciado, com alíquotas reduzidas para produtos da cesta básica.
Simplificação: fim do ICMS de circulação entre estados elimina dezenas de obrigações acessórias locais.
Confirmar que seu ERP/emissor já está preparado para emitir NF-e, NFS-e e NFC-e com campos CBS e IBS.
Levantar todos os insumos da operação para avaliar o impacto do crédito amplo no novo modelo.
Com mudança de alíquota e regras de crédito, preços finais podem precisar de ajuste para manter margem.
Auxiliares e contadores precisam entender CBS, IBS e split payment antes de 2027.
NFS-e, NF-e, CT-e e NFC-e já trazem campos novos em 2026 — garantir que não há emissão incorreta.
Regulamentações complementares continuam sendo publicadas. Acompanhar é essencial.
Com split payment e novos campos, erro de escrituração vira multa mais rápido. Automação não é luxo — é proteção.
Com mais de uma década de mercado fiscal, estamos preparando a plataforma para cada fase da reforma. O que já entregamos hoje e como acompanharemos a transição:
NFS-e, NF-e, CT-e e NFC-e já são sincronizadas com os campos CBS e IBS a partir de 2026.
Dashboard dedicado para acompanhar créditos acumulados e identificar oportunidades de recuperação.
Cruzamento automático entre notas recebidas e planilhas internas para detectar erros antes da fiscalização.
Relatórios exportáveis para comparar carga tributária antes e depois da transição, por empresa e por CNPJ.
Os XML ficam armazenados pelo prazo legal obrigatório (5 anos), com acesso imediato para fiscalização.
Para escritórios contábeis e grupos com várias empresas, a gestão consolidada facilita a adaptação.